Início - Desemprego - Montantes

Ultimas Oportunidades

ABC Emprego - Classificados

Adiconar Mini-Aplicações

Adicionar ao IGoogle! Add to My MSN! Adicionar ao My Yahoo!
Tenha sempre disponível no seu motor de busca as ultimas ofertas de emprego do nosso portal de classificados
Quando o emprego se torna um fardo PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Avaliação: / 0
FracoBom 
Quarta, 23 Junho 2010 18:40

Já ouviu falar do termo 'boreout'? Utiliza-se para descrever pessoas desmotivadas. Será o seu caso?

João 'arrasta-se' todos os dias para o emprego. Não gosta das suas funções, acha-as monótonas e desenquadradas das suas capacidades. Passa o dia a sonhar com a hora de saída e com projectos pessoais. Mas perante o quadro de crise, sente-se de mãos e pés atados - afinal, quem tem um emprego hoje é um privilegiado -, porque não pode arriscar numa mudança de vida. Afinal, há contas para pagar e família para sustentar. Vive com receio de que a chefia repare na sua desmotivação e os primeiros sintomas de depressão já lhe bateram à porta. João é apenas um exemplo, num universo de milhares de pessoas que sofrem desta síndroma, apelidada de boreout e que contrasta com o burnout (trabalhador com demasiadas tarefas e stresse).

Que motivos levam as pessoas a sentirem-se desmotivadas no trabalho? Guilhermina Vaz Monteiro, managing partner da Horton International (empresa de executive search), aponta "a falta de purpose, de sentido" como principal razão. "As pessoas andam cansadas, deprimidas e geralmente insatisfeitas quando falta uma razão para o que fazem". Outro dos factores é o próprio 'chefe'. "Quando as pessoas querem um líder participativo mas directo, capaz de compreender que os objectivos e as linhas de acção têm que ser negociados numa base individual... e não têm; quando querem objectivos e prazos claros, mas que o chefe entende que depois deve deixar esse empregado prosseguir e conseguir resultados... e isso não acontece; quando a pessoa é motivada pela autoridade, pelo desafio e pela liberdade de acção... e não tem", acrescenta Guilhermina. Tudo isto pode acabar em boreout.

Os autores da obra "Boreout! Overcoming Workplace Demotivation", Philippe Rothlin e Werder Peter, garantem que a síndroma surge quando as tarefas são distribuídas entre um círculo de empregados do qual o afectado não faz parte. O desinteresse aparece diante de trabalhos simples para o seu nível. A ocupação torna-se pouco rotineira, sem responsabilidade nem significado.

Quais os sinais da desmotivação? O psicólogo Victor Cláudio salienta "uma maior dificuldade em realizar tarefas, cansaço superior ao que vinha evidenciando, apatia e desinteresse sobre o que acontece - mesmo pós-férias -, não se propor para coisas que se propunha". Perante a insatisfação, o trabalhador refugia-se no seu mundo. "Planeia as próximas férias, as compras do fim-de-semana e a vida futura nas horas de trabalho. Sente que devia ter mais tarefas ou responsabilidade e autonomia; sente-se infeliz no trabalho; tem medo de mudar de emprego porque o salário vai diminuir, etc."

Mas será que a culpa é sempre do empregador ou do chefe? Nem sempre. Certos especialistas consideram que muitos trabalhadores não se questionam sobre o que querem fazer da vida ou não vêem o trabalho como uma realização pessoal.

"Há uma responsabilidade pessoal. Os empregados devem tomar as rédeas da sua vida e devem conhecer os sintomas e perguntarem a si próprios questões tão difíceis como: Tenho coragem de comunicar com os meus superiores? Estou na carreira certa? Tenho de fazer uma mudança arriscada?", acentua a managing partner.

Também cabe a quem recruta fazer o assessment correcto e a análise comportamental requerida para aquela posição e perceber se há compatibilidade entre o perfil da pessoa e o cargo. "Muitas vezes, não é devido à preguiça, mas à falta de auto-estima que advém pelo facto de a empresa ou o chefe não confiar nele para lhe atribuir responsabilidades interessantes. E tal, é stressante em si mesmo", acrescenta.

Sobre esta temática, José Bancaleiro, CEO da HumanCap Internacional (empresa de recrutamento de talentos), comenta: "Uma pessoa satisfeita tem a camisola vestida e mesmo estando aborrecida pode sentir-se bem na organização, acomodar-se e lá viver. A motivada tem a camisola vestida e suada, tem objectivos e define metas". Contudo, "hoje, na maioria das organizações, temos pessoas às vezes satisfeitas e muitas vezes desmotivadas", nomeadamente por questões ligadas às funções que desempenham e "à inexistência de objectivos e de carreira e não gostam de estar na empresa".

Se olharmos bem para a questão parece uma pescadinha de rabo na boca, um círculo vicioso. "E é", garante Victor Cláudio. "Há factores externos e internos que podem levar a essa desmotivação. Um pode levar ao outro e vice-versa". Isto é, se o individuo entra num processo de depressão "começa a desinteressar-se de si, do mundo, o trabalho torna-se um pesadelo, o indivíduo produz menos, a ansiedade instala-se, começa a acreditar que já não consegue realizar as tarefas, e que pode ser despedido e quase que auto-realiza a sua profecia: desmotiva-se e isso leva ao despedimento. Ou seja, o medo de ser despedido reforça a sua desmotivação", explica o docente do ISPA.

Acabar com o boreout. "Medidas punitivas não funcionam", garante Guilhermina Vaz Monteiro. "Andar sempre em cima, bloquear o acesso à internet, etc., não resulta. Quem está determinado a evitar trabalhar, encontra sempre estratégias. Especialmente nesta era em que os telemóveis oferecem jogos, e-mail, sms, etc."

Para esta especialista em recursos humanos "o coaching, a formação e o desenvolvimento" são a chave para o problema. "Deve dar-se reforço positivo, desafios, trabalho não repetitivo." O papel do empregador é importante para dar "significado, tempo e dinheiro. O equilíbrio entre os três é a cura".

Victor Cláudio recorda que "a mobilidade está cada vez mais reduzida" e mesmo que o indivíduo chegue à questão: O que estou aqui a fazer? Posso sair? A resposta será: Não. Mas salienta que "um sujeito desmotivado percebendo a origem da desmotivação está permeável à mudança. Se essa origem for interna, pode pedir ajuda técnica, trabalhar a ideia de incapacidade". José Bancaleiro afirma que o que evita o boreout são realmente os desafios profissionais. "A chave está em envolver a pessoa e aumentar as suas responsabilidades. Demonstrar confiança e mostrar que ela é útil para a empresa." Por outro lado, recorda três realidades que todos apreciamos no trabalho e que estando equilibradas evitam o boreout: a função que desempenhamos, o ambiente de trabalho e o salário que recebemos.

Por: Alexandra Simões de Abreu (www.expresso.pt)

Publicado na Revista Única de 19 de Junho de 2010



Adicione este artigo aos favoritos da sua Rede Social
Digg! Reddit! Del.icio.us! Mixx! Free and Open Source Software News Google! Live! Facebook! Technorati! StumbleUpon! MySpace! Spurl! Yahoo! TwitThis Joomla Free PHP
Comentários
Adicionar Pesquisar
Escrever comentário
Nome:
Email:
 
Website:
Título:
 
:D:angry::angry-red::evil::idea::love::x:no-comments::ooo:
:pirate::?::(:sleep::););)):0
 

!joomlacomment 4.0 Copyright (C) 2009 Compojoom.com . All rights reserved."

 

Adicionar Portal


ABC Emprego

Torna-te fã na rede


PARCEIROS

SOSpage
Ofertas de Emprego
Cantinho do Emprego
http://www.ofertas-emprego.net/
Loja Herbalife

Utilizadores Ligados

Temos 11 visitantes em linha
ABC Emprego, Produzido por: Mundisites;