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Evolução de carreira para dirigentes do Estado não depende de avaliação |
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Escrito por José Carlos Agostinho
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Quinta, 06 Agosto 2009 08:20 |
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Ao contrário do que acontece com a generalidade dos funcionários públicos, a progressão na carreira para os dirigentes do Estado não depende da avaliação. Uma medida que os sindicatos não aceitam.
O Governo confirmou que as progressões na carreira dos dirigentes não estão dependentes da avaliação de desempenho correspondentes, adiantou esta manhã o Diário Económico.
Em esclarecimento publicado no sítio da Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público, fica-se a saber que por cada três anos seguidos em comissão de serviço o dirigente tem direito a subir automaticamente na escala remuneratória.
Uma situação que os sindicatos representativos dos funcionários públicos não aceitam.
"Esta diferenciação não é adequada", disse à agência Lusa Bettencourt Picanço, do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE). "Os dirigentes devem ser devidamente pagos, mas o sindicato não pode concordar com aquilo que são prémios por portas travessas"
Já Nobre dos Santos, da Frente Sindical da Administração Pública (FESAP), afirma que a medida "vai contra o princípio de equidade porque o sistema de progressões deve ser igual para os dirigentes, para os serviços e para os trabalhadores".
A coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, Ana Avoila, disse tratar-se de uma matéria em que mais uma vez o Governo mostrou ter "dois pesos e duas medidas".
"Não faz sentido nenhum porque o que foi aprovado foi uma avaliação tripartida, aos dirigentes, trabalhadores e serviços, mas acabou por se fazer apenas a avaliação aos funcionários e mal", afirmou.
Em causa, acrescenta, não está a promoção dos dirigentes mas a política de "privilegiar de uma forma elitista" os funcionários da administração pública. in RTP |