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Condenados ao desemprego? |
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Escrito por José Carlos Agostinho
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Segunda, 24 Agosto 2009 23:55 |
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Num ano o País perdeu 150 mil empregos. O problema afecta toda a população activa: jovens, sobretudo os licenciados à procura do primeiro emprego, e mais velhos, particularmente os que não têm habilitações qualificadas.
Em condições normais teríamos tempo para pensar em soluções estruturais (embora não seja seguro que as adoptássemos). O problema que não temos tempo: desde o terceiro trimestre de 2008 o número de desempregados não pára de subir, movimento que se acentuou este ano. E embora o IEFP diga que o crescimento desacelerou face aos primeiros meses do ano, a destruição de postos de trabalho não vai parar.
Provavelmente até 2011. E mesmo quando o crescimento económico regressar, os 1,5% de crescimento (em média anual) previstos pela OCDE e outras organizações para Portugal no serão suficientes para absorver os desempregados que batem porta dos Centros de Emprego.
Soluções? Não há "quick fixes" (como a do último Inverno do Governo, de emprestar até 100 mil euros a quem queira abrir o seu negócio). Mas o pior que ninguém está a pensar em soluções estruturais. Leia-se Formação.
Um bom exemplo o que se passa no ensino profissional: apesar de sermos dos países mais avançados nas energias renováveis (onde o emprego mais deverá crescer nos próximos anos), quantos cursos, ou especializações, foram criados nesta área? Já agora, quantos dos cursos promovidos pelo IEFP respondem às necessidades que a economia vai sentir quando vier a recuperação? Assim não vamos lá.
Por Camilo Lourenço in Negócios Online |