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Ritmo de destruição de empregos abranda de forma significativa nos Estados Unidos |
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Escrito por José Carlos Agostinho
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Domingo, 06 Setembro 2009 23:24 |
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A economia norte-americana continua a perder empregos, mas a um ritmo muito mais brando do que no início do ano. Em Agosto, o sector não-rural destruiu 298 mil postos de trabalho, um número que fica muito abaixo da média de 691 mil por mês, apurada no primeiro trimestre deste ano. Em Julho, tinham sido 360 mil os trabalhadores dispensados.
Os dados foram avançados ontem pela ADP Employer Services, uma firma de consultoria na área laboral que monitoriza a evolução do mercado de trabalho norte-americano. O indicador saiu um pouco acima do que eram as estimativas dos economistas, mas é, mesmo assim, uma evidência de que o pior da recessão já passou para a maior economia do mundo.
O problema é que os efeitos da crise costumam reflectir-se no mercado do emprego com algum atraso e por isso não é expectável que a situação se inverta a curto prazo. A ADP assinala, no seu relatório, que deverá demorar ainda vários meses até que se passe a um quadro de criação líquida de postos de trabalho (diferença positiva emtre os empregos criados e os destruídos).
A indústria que produz bens de consumo foi a que mais contribuiu para o resultado final do mês de Agosto, com 152 mil postos de trabalho destruídos, enquanto o sector dos serviços liquidou 146 mil empregos. A ADP acrescenta que é nas grandes empresas que se nota haver menos recurso a dispensas, enquanto as pequenas e médias companhias continuam a apostar mais na redução do quadro laboral para enfrentar os efeitos da crise.
"Este relatório [da ADP] é consistente com outros dados entretanto divulgados, mostrando um claro abrandamento no ritmo de aumento do desemprego", afirmou Joshua Shapiro, um analista de Wall Street ouvido pelo Financial Times.
A escalada de despedimentos nos EUA começou no final do ano passado, com mais de 500 mil pessoas dispensadas em Novembro. O pico foi atingido este ano, em Março, quando se apurou um número de mais de 700 mil postos de trabalho destruídos.
Por José Manuel Rocha in Público |
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Actualizado em Domingo, 06 Setembro 2009 23:35 |