Início - Notícias - Mais de 136 mil mudaram de emprego desde 2007
Mais de 136 mil mudaram de emprego desde 2007 PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por José Carlos Agostinho   
Segunda, 14 Setembro 2009 22:28

Transferências entre sectores da economia resultam de desemprego ou aposta na formação.

Mudar radicalmente de emprego está na moda. Só em 2007 e 2008, mais de 136 mil pessoas optaram por apostar em novos sectores de actividade para trabalhar, uma explicação que pode estar na crise, mas também na realização pessoal.

Segundos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2007, cerca de 71.500 trabalhadores portugueses escolheram uma nova área de actividade para trabalhar. Em 2008, 64.900 tomaram a mesma opção. Nestes dois anos, a mudança aconteceu sobretudo entre trabalhadores que estavam nas áreas da indústria, construção, energia e água, que passaram para o sector dos serviços.

Mas há, também, quem opte por se dedicar à agricultura. Em 2007, o INE detectou 7800 trabalhadores da indústria, construção, energia e água que se transferiram para a actividade agrícola, e seis mil que trocaram os serviços pela agricultura, a produção animal, a caça ou silvicultura.

A julgar pelos dados do segundo trimestre de 2009, este movimento veio para ficar. Entre Abril, Maio e Junho, e igual período do ano passado, 52.500 portugueses mudaram de sector de actividade.

Na base destas mudanças estão vários factores e, na opinião do economista Luís Bento, trata-se de uma realidade que "vai acentuar-se" nos próximos tempos. "Estas mudanças resultam essencialmente de factores como a melhoria das políticas de reconversão profissional, a extinção de profissões e funções, por força do desaparecimento de actividades empresariais, a procura de realização pessoal ou como consequência do aumento do nível de habilitações académicas".

Mudar dos serviços para a agricultura, ou da indústria para a produção animal, pode ser, ainda, acrescenta Luís Bento, uma imposição que surge por força da "reorganização do tecido empresarial, com consequente acréscimo de micro-empresas, onde os empregos são menos padronizados e standarizados ou uma necessidade de quem cai no desemprego de longa duração".

Outra das causas que estará a levar à escolha de um novo emprego totalmente distinto é a crise económica que se instalou. Esta situação, explica o economista, "força reorganizações e provoca um aumento do desemprego. Tudo isto tem consequências na mobilidade profissional e leva a mudanças, por vezes drásticas, de profissão ou de função".

Ao mesmo tempo, a aposta dos governos no reforço de cursos e de formação no sentido da reconversão profissional, também incentiva estas movimentações. Mas, na visão do economista, este mecanismo tem falhas.

"Ainda há um longo caminho a percorrer no sentido de as políticas activas de emprego incluírem mecanismos e ferramentas específicas para a reconversão profissional. Esta vai assumir um papel preponderante nos próximos anos, pois os processos de especialização económica e as alterações que vão provocar no emprego obrigam à adopção de ferramentas de mobilidade profissional e de reconversão mais eficazes", alerta Luís Bento.

Por Ana Paula Lima In Jornal de Notícias

Actualizado em Segunda, 14 Setembro 2009 22:30
 



PARCEIROS

Careerjet.pt
SOSpage
Ofertas de Emprego
Cantinho do Emprego
http://www.ofertas-emprego.net/
Diretório Emprego

Utilizadores Ligados

Temos 10 visitantes em linha
ABC Emprego, Produzido por: Mundisites;