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Clima económico, confiança e expectativas de emprego voltam a melhorar em Agosto PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por José Carlos Agostinho   
Quinta, 17 Setembro 2009 23:01
Os indicadores de clima económico e de confiança dos consumidores voltaram a melhorar pelo quarto mês consecutivo em Agosto e foram acompanhados de um novo recuo mensal – o quinto – das expectativas de desemprego, num renovado sinal de que a pior fase da recessão que se abateu sobre a economia portuguesa terá sido ultrapassada.
De acordo com a síntese económica de conjuntura de Agosto, hoje divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), todos estes indicadores persistem, porém, em valores muito próximos dos mínimos históricos atingidos no início do ano, o que sugere um movimento muito lento de recuperação.

“O indicador de clima económico, disponível até Agosto, aumentou significativamente nos últimos quatro meses, após registar em Abril o valor mais baixo da série. O indicador de actividade económica permaneceu relativamente estável entre Maio e Julho, embora mantendo a tendência descendente observada desde o início de 2008”, escreve o INE.
Por Eva Gaspar In Negócios online
O indicador de consumo privado – componente que, a par das exportações, conseguiu tirar Portugal da recessão técnica no segundo trimestre – tem vindo a apresentar reduções menos intensas desde Abril e, sublinha o INE, este movimento deveu-se em Julho (último mês para os quais há dados) ao “contributo menos negativo da componente de consumo duradouro, uma vez que a componente de consumo corrente desacelerou ligeiramente”.

Também o indicador do investimento “registou uma diminuição menos expressiva” em Julho, “contrariando o ténue movimento descendente do mês anterior, em resultado do comportamento menos negativo da componente de material de transporte”.

Relativamente ao comércio internacional de bens, em Julho continuaram a verificar-se fortes reduções homólogas nominais das importações e das exportações, respectivamente de -24,9% e de -22,4% (-26,9% e -24,9% em Junho), acrescenta o INE. Este dado sugere que o motor exportador, em que terá de assentar numa retoma digna desse nome, ainda está "gripado". Ainda assim, os últimos dados disponíveis sobre a variação em cadeia das exportações dão conta de que, pela primeira vez desde o início de 2008, estas cresceram no segundo trimestre, por comparação com os três meses precedentes.

 



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