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Qualificação e competitividade criam emprego - UGT PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por José Carlos Agostinho   
Quinta, 10 Junho 2010 14:27

No debate “Vias para criar empregos em Portugal”, organizado pela Esquerda Socialista, na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, em Leiria, João Proença referiu que o investimento na “formação e educação é fundamental” e “pode dar maior rendimento ao país”. Por isso, defendeu que, para serem rentáveis, as empresas “devem apostar na formação dos trabalhadores”.

“Para criar empregos é preciso haver empresas e empresários que sejam capazes de criar empresas competitivas”, salientou o dirigente da União Geral de Trabalhadores.

Para João Proença, os dois maiores índices que “envergonham” Portugal são o “abandono escolar, que é quase o dobro da União Europeia” e o facto de”, em comparação com a Europa, “quase metade dos jovens portugueses” irem para o ensino secundário.

O secretário geral da UGT defendeu “políticas sectoriais” para fazer crescer a economia nacional e lamentou que exista, muitas vezes, “um clima de irresponsabilidade social”.

“O crescimento implica investimento público e privado, nacional e estrangeiro, e atacar alguns problemas estruturais. A economia portuguesa não se pode endividar e consumir mais do que produzimos”, referiu ainda.

O empresário Henrique Neto considerou que Portugal necessita de “valorizar os seus produtos” e de “aumentar a produtividade” e, para isso, são precisas “novas ideias e aumentar a capacidade de exportação de produtos e bens transacionados”.

Henrique Neto disse que para a economia portuguesa crescer é preciso “fazer de Portugal a porta de entrada na Europa de entrada e saída de mercadorias de África, América e Europa”.

“Chegar com serviços a todo o mundo é muito importante. A China desenvolveu-se muito porque tem uma grande logística. A organização do país nessa ótica vai atrair investidores”, acrescentou.

Já o empresário Jorge Martins referiu que sente nos seus empregados uma “ausência de espírito crítico naquilo que fazem” e de “consciência de que é necessário fazer o trabalho bem feito”.

O presidente do Instituto de Emprego e Formação Profissional, Francisco Madelino, referiu ainda que o melhoramento “da justiça e do funcionamento burocrático do Estado é importantíssimo para crescer" e para captar empresários estrangeiros.

Os oradores referiram ainda a falta de prioridades do Governo no sistema. “É fácil prever o número de jovens formados e as necessidades do mercado”, porque estão a “formar-se jovens para o desemprego”.

In Destak



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